Saiba o que é e os cuidados necessários com a Sepse

Essa doença mata mais do que infarto e alguns tipos de câncer, portanto, precisa da atenção de todos.

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A Sepse é uma inflamação generalizada do organismo contra uma infecção que pode estar localizada em qualquer órgão. Pode levar à parada do funcionamento de um ou mais órgãos ou levar à morte, quando não descoberta e tratada rapidamente.

É uma das principais causas de morte em hospitais no Brasil. Estima-se cerca de 670 mil no Brasil por ano. Ao contrário do que se pensa, não é um problema só para pacientes já internados em hospitais. Grande parte dos casos são pacientes atendidos nos serviços de urgência e emergência. O maior problema é o desconhecimento da doença e seu diagnóstico tardio, pois se reconhecida rapidamente e bem tratada as chances de cura são muito maiores.

Como a Sepse pode ser diagnosticada?

Embora não existam sintomas específicos, todas as pessoas que estão passando por infecção e apresentam febre, aceleração do coração (taquicardia), respiração mais rápida, fraqueza intensa e tonteiras, e pelo menos um dos sinais de gravidade, como pressão baixa, diminuição de quantidade de urina, falta de ar, sonolência excessiva ou ficam confusos (principalmente os idosos) devem procurar imediatamente um serviço de emergência ou o seu médico. 

Quem tem mais risco de adquirir Sepse?

Prematuros, crianças abaixo de um ano, idosos acima de 65 anos, pacientes com câncer, AIDS ou que fizeram uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo, pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, renal, diabetes, usuários de álcool e drogas e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas.

É possível prevenir a Sepse?

O risco de Sepse pode ser diminuído, principalmente em crianças, se respeitado o calendário de vacinação. Uma higiene adequada das mãos e cuidados com equipamento médico podem ajudar a prevenir infecções hospitalares que levam à sepse. Mas atenção: sepse não acontece só por causa de infecções hospitalares. Assim, bons hábitos de saúde podem ajudar. Outra dica importante é evitar a automedicação e o uso desnecessário de antibióticos.

Fonte: Instituto Latino Americano de Sepse – ILAS.